A peça é feita à mão; o pós-venda não podia ser
Loja com checkout próprio, encomenda com sinal de 50% e o cliente acompanhando a linha do tempo da produção — mais o painel do ateliê, a curadoria de artistas e os cursos, no mesmo sistema.
O que doía
Ateliê de peça única vive de dois tempos que não combinam: a venda acontece em minutos e a produção leva semanas.
No meio dessa distância mora o problema. A peça que não está em estoque precisa ser encomendada, e encomenda sem processo vira troca de mensagem — o cliente pergunta como está, alguém responde de memória, e o saldo é cobrado quando alguém lembra.
Do lado de dentro, a mesma falta de processo se repete: o artista precisa saber que a peça dele vendeu, a curadoria recebe candidaturas que chegam por onde dá, e quem administra precisa que cada pessoa veja só o que é dela.
O que fizemos
Um sistema só, com a loja na frente e a operação atrás.
A peça sem estoque é encomendada com sinal de 50%, e o saldo é cobrado pela área do cliente quando ela fica pronta — não quando alguém lembra.
O cliente acompanha a produção numa linha do tempo, e cada mudança de etapa chega a ele por e-mail, automaticamente.
O ateliê ganhou painel com acesso por conta e por área: a administração enxerga tudo, o artista enxerga o que é dele.
Em volta da loja entraram as frentes que sustentam a marca — curadoria de novos artistas, cursos com inscrição e e-book, e o Instagram espelhado na home.
A jornada
- 1Diagnóstico
O que doía não era a loja; era o depois da venda
Olhamos o caminho inteiro antes de escolher ferramenta. Vender a peça pronta é a parte simples. O que não tinha processo era a encomenda, o aviso ao artista, a cobrança do saldo e a resposta à pergunta "como está a minha peça?" — tudo dependendo de alguém lembrar.
- 2Processo
As regras de negócio foram escritas antes de virar tela
Quanto é o sinal, quando o saldo pode ser cobrado, quem é avisado quando um pedido entra, o que o artista vê e o que é interno do ateliê. Cada uma dessas respostas é decisão de operação, não de software — e é por isso que elas vieram primeiro.
- 3Pessoas
Acesso desenhado por papel, não por confiança
O painel tem administração e artista, e cada conta abre só as áreas que lhe cabem. O contato do artista fica numa parte que só a equipe lê, e o perfil público guarda apenas o vínculo. Permissão combinada de boca é permissão que ninguém consegue auditar depois.
- 4Tecnologia
O servidor é a fonte do preço, do estoque e do saldo
Preço e estoque nunca vêm do carrinho, a reserva e a devolução de estoque acontecem no backend, e os e-mails automáticos de pedido, etapa e saldo saem sem ninguém disparar. A IA entrou onde poupa trabalho — sugerir textos de curso, trazer foto e texto a partir de um link — e nunca onde decide.
- 5Acompanhamento
O que entra depois não vira projeto novo
Categorias, coleções, cursos e artistas são cadastrados pela própria equipe, e entram no menu e no sitemap sozinhos. Foi assim que a loja virou também escola e curadoria sem abrir uma segunda obra.
O que foi entregue
- Loja com vitrine por categoria e coleção, carrinho e favoritos
- Checkout próprio com Pix e cartão, e reserva de estoque por item
- Encomenda com sinal de 50% e cobrança do saldo pela área do cliente
- Área do cliente com a linha do tempo da produção de cada peça
- E-mails automáticos de pedido confirmado, mudança de etapa e saldo liberado
- Painel do ateliê com acesso por conta e por área (administração e artista)
- Curadoria: candidaturas pelo site, com aviso ao ateliê
- Cursos, workshops e e-books com inscrição, vagas e download controlado
- Instagram do ateliê espelhado na home, atualizado sozinho
Produtos EN1 usados
O que entrou neste projeto, e dá para contratar o mesmo.
O que continua
O que segue acontecendo hoje:
- A equipe cadastra categoria, coleção, curso e artista sem depender de desenvolvedor — o menu e o sitemap acompanham.
- O robô do Instagram espelha a conta do ateliê de hora em hora: post que sai de lá sai da home.
- Medição instalada no próprio site (gerenciador de tags e Analytics), com os eventos da loja — ver peça, carrinho, início de checkout e compra.
- O que ainda falta está escrito e priorizado, não esquecido: a página Sobre com fotos do ateliê, as peças de exemplo a substituir e a verificação no Search Console.
Decisões de arquitetura
Preço e estoque vêm do servidor, sempre
O carrinho é uma intenção, não uma verdade: o valor cobrado e a quantidade disponível são conferidos no backend no momento do checkout. Loja que confia no que o navegador manda é loja que vende o que não tem.
Contato do artista é interno por desenho
O perfil público do artista guarda só o vínculo da conta; e-mail e WhatsApp ficam numa subcoleção que apenas a equipe lê. A regra está no banco, não na tela — esconder o campo não é proteger o dado.
Uma conta de cobrança compartilhada, sem misturar os produtos
A conta do meio de pagamento atende mais de um produto, então toda cobrança da loja nasce marcada com a origem, e o webhook ignora o que não é dela. Sem isso, pagamento de um negócio apareceria no pedido de outro.
Área desligada derruba a sessão
Quando um acesso é retirado, a sessão da pessoa cai na hora; quando é concedido, chega sozinho ao navegador dela. Permissão que só vale no próximo login é permissão que ainda não foi retirada.
Como foi construído
- React 19
- Vite
- TypeScript
- Firebase
- Cloud Functions
- Asaas
- Vertex AI